As Fronteiras da Escócia

As Borders escocesas são conhecidas pela sua tranquilidade, seus espaços, suas belezas excepcionais e seus simpáticos habitantes. Elas exibem uma paisagem surpreendente e variada, com colinas onduladas e terrenos pantanosos a oeste e vales suaves e planícies agrícolas a leste. Trata-se de uma região famosa pelas suas excelentes colheitas de cevada, que a tornam o local ideal para a produção de ótimos Scotch Whiskies. No entanto, ela nem sempre foi uma parte tão pacífica e acolhedora das Ilhas Britânicas.

As Borderlands foram inicialmente estabelecidas pelos romanos em 122 d.C., quando eles construíram a Muralha de Adriano entre o Estuário do Solway a oeste e o Rio Tyne a leste. Muito antes dos escoceses e dos ingleses, era esta grande muralha que estabelecia a linha divisória. Mas foi mais de mil anos mais tarde, em 1237, que as fronteiras políticas que definem as Borders foram criadas.

Do século XIV ao século XVII, as Borders foram dominadas por clãs sem lei. Eles raramente davam a sua lealdade às coroas escocesa ou inglesa, mas somente ao “Clã”. Este período cruel e devastador vigorou por séculos, e foi alimentado pela contínua hostilidade entre os Reis da Inglaterra e da Escócia, que disputavam o controle da região das Borders.

Os ingleses e os escoceses, até então vizinhos caros e amistosos, passaram a roubar gado, ovelhas e cavalos uns dos outros em grupos de exploração cada vez mais violentos, conhecidos como “Reivers”. Foi durante esses anos de selvageria, em torno de 1530, que o termo “blackmail” foi cunhado, com o significado de “chantagem”. Ele descrevia a proteção comprada pelas famílias para evitar a perda dos seus meios de subsistência. O comércio local e internacional definhou à medida que a imagem da região das Borders se tornou sinônimo de perigo e desordem.

As antigas divisões entre as seções das Borders eram conhecidas como Marches e, a cada ano, as suas fronteiras eram marcadas por cavaleiros em uma Common Riding (uma cavalgada comum). Em 2014, um desses eventos, em Hawick, comemorou os seus 500 anos de existência, e foi descrito pelo guia Rough Guide como “uma das melhores festas do mundo”. É interessante que uma tradição estabelecida pelo conflito tenha se tornado uma celebração da herança e da história das Borders.

Hoje, o povo das Borders é muito mais acolhedor. Ele é conhecido pela sua sagacidade afiada e pela sua hospitalidade, e tem motivos de sobra para se orgulhar do seu patrimônio e das belezas naturais da região. Os habitantes das Borders mantêm um caráter particular, nascido naqueles tempos turbulentos, com uma cultura de baladas e poemas que inspiraram um dos mais importantes filhos da Escócia – Sir Walter Scott.

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